Ageuniara

Cresce número de casos de hantavirose

Por: ZILLENE TONIONNE GUIMARAES

17/05/2004

Cresce o número de casos da hantavirose,doença infecciosa transmitida pelo contato com a urina e fezes de ratos, no Brasil.

No Triângulo Mineiro já oito o número de casos confirmados no início do mês. Em Goiás, a hantavirose chegou pelo Sul do Estado, em Campo Alegre(GO), a 70 quilômetros de Catalão(GO).

O operador de máquinas O.N.S., de 35 anos, está internado há 11 dias no Hospital de Doenças Tropicais (HDT) em Goiânia(GO) com os sintomas da hantavirose e teve o diagnóstico confirmado por um laboratório de Ribeirão Preto (SP).

Há outros pacientes na região de Campo Alegre que estão sentindo os mesmos sintomas. A doença infecciosa, que pode levar à morte, é transmitida principalmente pelo contato com a urina e fezes do rato ou pela aspiração do ar de ambientes com os dejetos do animal.

De acordo com o irmão do paciente internado, O.N.S. deve ter sido contaminado quando operava uma máquina da Prefeitura de Campo Alegre na remoção das palhas do resto da colheita de café numa cooperativa da região.

"Depois desse trabalho, ele passou a se sentir mal. Ele deve ter respirado o ar da palha quando a colocava nas carretas", conta.

Um dos riscos de contaminação na região Sul de Goiás é justamente o destino dessa palha de café da cooperativa, que foi distribuída para outras propriedades.

Técnicos da Secretária Estadual de Saúde (SES) coletaram amostras de sangue dos funcionários da cooperativa para análise em laboratório e vão capturar roedores silvestres para avaliar se eles são hospedeiros do vírus. Os sintomas da hantavirose são, febre, dor de cabeça e dificuldades para respirar

A chegada do vírus em Goiás não foi uma surpresa pois há vários casos de hantavirose confirmados em Estados como São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, onde foram registradas pelo menos seis mortes.

Não há como atacar o hantavírus e só é possível tratar os sintomas da doença, dando suporte principalmente à respiração do paciente

O sucesso no tratamento depende na experiência em lidar com a doença e na precocidade do diagnóstico, parte dos casos das doenças podem evoluir satisfatoriamente sem a necessidade de se recorrer às unidades de referência como o (Hospital de Doenças Tropicais (HDT).

Apenas os casos mais graves de hantavirose chegam ao conhecimento dos órgãos de saúde pública, fazendo com que ocorra subnotificação dos números da doença e que sua gravidade seja superestimada. Como a quase totalidade dos casos tratados no HDT são originários de outros Estado, o caso de O.N.S. é um dos únicos casos autóctones (surgidos no próprio local) de Goiás.



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