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Pesquisadores da Unesp de Jaboticabal testam novo combustível

Por: JOSE FRANCISCO TOCANTINS OLIVEIRA

16/04/2004

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal(SP),desenvolvem um combustível a partir do óleo vegetal.

A pesquisa envolve uma parceria com a Valtra Brasil, empresa que comercializa tratores; Coopercitrus, Cooperativa dos Cafeicultores e Citricultores de São Paulo e Universidade de São Paulo (USP)

São treze tipos de Biodiesel que são extraídos de vegetais como soja, mamona, girassol e de colza que estão sendo testados no campus.

As pesquisas chamam a atenção pelo fato de estar sendo testado um Biodiesel comum nos lares brasileiros, o óleo de cozinha.

Tudo começa no refeitório da faculdade onde é coletada a matéria prima que é levada para a USP de Ribeirão Preto(SP), para se transformar em Biodiesel .

A segunda etapa se dá no campus da Unesp em Jaboticabal. Com os tratores doados pela Coopercitrus e pela Valtra, os pesquisadores fazem o testes de rendimento, consumo e eliminação de gases pelo motor.

Eles adicionam ao diesel comum dosagens de até 50% de Biodiesel a base de óleo de cozinha. Concluiram que os tratores não perderam rendimento, o consumo se manteve e o nível de emissão de gases é menor.

Os pesquisadores da Unesp realizaram pesquisas com mais de 50% de Biodiesel e segundo o coordenador das pesquisas, o professor doutor Afonso Lopes "Houve uma perda pequena no rendimento mas ganhou-se na lubrificação do motor que com isso terá mais durabilidade".

O governo federal apóia a idéia e diz que em 2005 já existirá nas bombas diesel com 5% de biodiesel.

Para o professor da Unesp,Afonso Lopes, isso irá ajudar no estudo. "Poderemos mostrar a eficiência do Biodiesel e assim ganhar a confiança do consumidor", revela.

As pesquisas sobre o Biodisel ganham força também pelo fato de este ser uma energia renovável e portanto uma alternativa aos combustíveis tradicionais.

"São vários os hectares de terra no Brasil que não são utilizados e se plantássemos esses grãos do qual extraímos o Biodiesel, o país pode ganhar em importação para outros países e os brasileiros na economia do bolso, pois este pode ser produzido em qualquer parte do país” declarou.

Afonso acredita que até uma dosagem maior de Biodiesel nos postos de combustíveis seria viável. "Fizemos testes com 50% do Biodiesel associado ao diesel comum e o funcionamento do motor manteve-se inalterado. Se nas bombas utilizarmos este mesmo combustível ganharemos na proteção do meio ambiente pelo fato de haver a redução na emissão de gases nocivos", concluiu o pesquisador.



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