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Araraquara toma medidas em relação ao sistema de água no cemitério

Por: MIRIAN RAMOS PEREIRA

07/03/2017

Visando a melhoria da saúde da população, a redução do desperdício e de custos maiores, a prefeitura de Araraquara (SP), mudou o sistema de utilização de água usada para a lavagem dos túmulos do cemitério, causando reclamações aos lavadores.

A Secretaria de Obras e Serviços Públicos fez visita ao local, onde foram encontrados tambores de 200 litros com água parada aumentando os riscos do foco dos mosquitos transmissores da dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
A assessoria de imprensa da prefetura afirma que muitas vezes a água suja é jogada fora, para que os tambores sejam ocupados com água limpa novamente. A água é utilizada de forma gratuita fornecida pela prefeitura e, segundo informações da Secretaria de Obras, a medida visa reduzir o desperdício e os custos.

Conforme  informações da assessoria de imprensa da prefeitura, a Secretaria de Obras informa que são gastos aproximadamente 300 mil litros de água todo o mês, pesando, consequentemente, no orçamento. Entretanto, a preocupação maior é o gasto desnecessário da água.

Além da prevenção da saúde, o novo sistema facilitará também, a utilização de água por pessoas idosas, pois serão executadas bases que estejam na altura ideal para que o idoso não tenha que se preocupar em se curvar para encher seus baldes, se preocupando não só a prevenção de doenças, mas também com sua qualidade de vida. Uma lavadora que não quis se identificar, afirma que não viu diferença alguma em questão da mudança. '' Não vi tanta diferença, temos que trabalhar umas duas horas a mais, mas fazer o quê?. Tem que trabalhar e, então, duas horas a mais ou duas a menos não faz tanta diferença para mim.'' Para seu neto,  Alessandro, 19, ( que preferiu não revelar o sobrenome), a prefeitura nem ao menos avisou os lavadores que a mudança seria feita.

A expectativa, até então, segundo informações da Secretaria de Obras, é reduzir 80 mil litros de água por mês, sendo assim, evitando focos e a epidemia do transmissor de doenças perigosas.

Os trabalhos para a substituição já foram iniciados e, segundo os lavadores do cemitério, não estavam sabendo da medida. Os mesmos afirmam que acreditam que estão reduzindo pelo custo, e não pelo desperdício de água e que  o trabalho que era feito em dois dias, será feito em mais. Houve reclamações também, sobre as torneiras colocadas em um degrau de concreto para acomodar os baldes, pois a fila de pessoas é grande, e pode ficar pior principalmente em datas comemorativas.

Os trabalhadores do local, sugerem uma fiscalização maior em questão de maus profissionais que causam o desperdício que acontece, pois com a medida, o trabalho fica reduzido e os prejudicam.

Publicada em 14/3/2017 às 21h54.



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