Publicado em: 03/08/2012
A automedicação é a utilização de medicamentos sem prescrição médica ou odontológica para tratamentos de doenças cujos sintomas são percebidos pelo usuário. Normalmente, os mais ingeridos são os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios, por conta de gripes, febre e dores na garganta, estômago, muscular e na cabeça.
Segundo a coordenadora do curso de Farmácia do Centro Universitário de Araraquara - Uniara, Thalita Pedroni Formariz, “a automedicação é um hábito perigoso, que oferece sérios riscos à saúde. As reações dependem do medicamento usado. Vão de intoxicações a choques anafiláticos”.
O problema da automedicação é a falta de um diagnóstico correto. Desse modo, a doença pode evoluir, mesmo com o uso de remédios. “Quando o indivíduo utiliza mais de um medicamento, um pode anular ou potencializar a finalidade do outro, ocasionando um efeito tóxico”, explica.
De acordo com ela, “a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA fixou critérios para evitar o uso indiscriminado dos medicamentos. As farmácias terão que organizar nas prateleiras os remédios isentos de prescrição por princípio ativo e não por uso terapêutico”.
“No local, é obrigatória a fixação de cartazes com a orientação de que os medicamentos podem causar efeitos indesejados. Além disso, o Ministério da Saúde possui um programa de fracionamento das doses de remédios, evitando possíveis intoxicações, já que o paciente pode só levar para casa a quantidade prescrita pelo médico ou dentista”, completa a coordenadora.
Ela conta que há duas categorias de medicamentos existentes, que podem requerer ou não a prescrição médica. “O fato de adquirir um medicamento sem prescrição não permite o indivíduo fazer uso indevido do mesmo, isto é, usá-lo por indicação própria, na dose e na hora que lhe convém”, lembra.
Thalita ressalta que os medicamentos de venda livre não foram projetados para tratar de doenças sérias, e podem com que alguns distúrbios piorem. “Uma reação não antecipada, como uma erupção cutânea ou insônia, deve ser interpretada como um sinal para a interrupção imediata do remédio e busca de aconselhamento médico”, diz.
“O profissional da saúde possui condições adequadas para avaliar as necessidades de um paciente e possibilidades de alergias, prescrevendo de forma adequada um tratamento. Após a consulta, é necessária a procura por um farmacêutico, que também saberá orientar a forma correta de uso e os riscos sobre o abuso do medicamento”, finaliza.
Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte.
Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Centro Universitário de Araraquara/Rua Carlos Gomes, 1338 Centro Araraquara-SP CEP 14801-340
(16) 3301 7100 (Geral) 0800 556588 (Vestibular)