Publicado em: 25/07/2012
As alergias tem maior possibilidade de aparecer no inverno. As baixas temperaturas e o tempo mais seco castigam a maioria dos indivíduos que desenvolvem essa patologia. O pneumonologista e professor do Centro Universitário de Araraquara – Uniara, Eduardo Henrique Bonini, explica que doenças como bronquite e asma pioram nesse período de frio.
Ele aponta algumas causas, como por exemplo, “a mudança de temperatura, que diminui o batimento ciliar que protege o organismo de infecções e aumenta a hiperresponsividade brônquica - aumento na facilidade e grau de estreitamento das vias aéreas em resposta a estímulos broncoconstritores, a poeira e o mofo em cobertores, blusas e paletós guardados, além do aumento do contato interpessoal – maior transmissibilidade viral – já que janelas e portas ficam fechadas devido ao frio”. Ele afirma que as alergias respiratórias são típicas do inverno e os sintomas mais comuns são tosse, coriza e coceira nos olhos, garganta e pele.
Em relação aos períodos mais propensos para as pessoas apresentarem alergias, Bonini explica que cada estação do ano tem uma característica própria. “Por exemplo, no outono e inverno, são as queimadas que prejudicam; na primavera ocorre a polinização das flores e no verão tem a poeira. Porém, Araraquara não tem as estações propriamente definidas, então é uma mistura o ano todo”, aponta.
Para amenizar os efeitos das alergias nessa estação, o médico recomenda que as pessoas alérgicas “façam um controle adequado do ambiente que, apesar da temperatura baixa, é necessário mantê-lo limpo e arejado”. Ele também recomenda que lavem os cobertores, edredons, paletós e blusas antes de usá-los, principalmente os de lã e sigam orientação médica. Hidratação, prática de exercícios e uma alimentação saudável também são importantes. Além disso, Bonini orienta a tomar vacinas, que deixam o organismo menos sensível.
O docente explica que, caso a pessoa também apresente alergia ao medicamento receitado, o melhor caminho é “identificar qual a substância responsável e não ingeri-la para o resto da vida e evitar todos os remédios que contêm essa substância”, finaliza.
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