Publicado em: 24/07/2012
Os benefícios que a dança pode trazer ao ser humano são muitos, a enumerar: de terapêuticos, culturais, sociais, educacionais a científicos. Além disso, como em toda atividade física, na prática, o cérebro libera serotonina, uma substância que traz a sensação de alívio, melhorando o humor e o sono.
A atividade age involuntariamente de forma terapêutica na pessoa que a pratica e faz com que haja foco no movimento, desempenho, ritmo e percepção do corpo, influenciando diretamente no aumento da autoestima, já que a atenção de problemas externos e preocupações são desligadas.
Segundo a professora do curso de Educação Física do Centro Universitário de Araraquara- Uniara e também bailarina e proprietária da academia Núcleo de Dança, Renata Pestana, “todo corpo pode e deve dançar à sua maneira, gosto e objetivo.”.
Por ser dinâmica, a atividade pode substituir outras práticas físicas, como academias de musculação e caminhadas, que são presas a uma rotina de exercícios limitados. Mas a docente não recomenda a procura pela dança para emagrecimento e lembra que apesar de o corpo ser moldado, a prática não tem como intuito a perda de peso, excluindo o pensamento de que o bailarino é magro por causa da dança.
“A verdade é que bailarino não possui um corpo magro, possui um corpo atlético, justamente porque, ao dançar, para melhorar seu desempenho, ele acaba se valendo de uma gama de trabalhos físicos paralelos que promovem um resultado conjunto”, completa.
A dança possibilita conhecer e compreender a diversidade das manifestações culturais, de diferentes povos, fazendo um estudo de como surgiu aquele ritmo e sua dança. “Esse saber é riquíssimo e nos proporciona ligações com a história do homem, da arte, e assim, entendermos o mundo hoje”, completou a docente.
Socialmente, a dança aproxima os seres humanos, tanto em termos artísticos na relação palco/plateia, quanto no entretenimento como em festas, simplesmente pelo prazer de dançar, seja sozinho ou em grupo, conciliando ritmos e harmonizando passos. “Dança é cognição”, afirma.
A bailarina diz que a dança é um processo educacional inevitável, pois acontece sem que o aluno perceba, mas é necessário que o professor tenha consciência que está construindo cidadãos do futuro. “É preocupante o fato de muitas pessoas não serem formadas nesta área, pois a dança não se limita a esticar o pé ou ter um bom alongamento” finaliza Renata.
“A dança age de forma que permita com que o indivíduo se mova e descubra a beleza em seu corpo. Contraria a metralhadora de ideal estético que a mídia atual impõe na sociedade. A pessoa percebe seu potencial, sente-se capaz”, argumenta.
De acordo com a docente, o método trabalhado com crianças e adultos são diferentes. O primeiro deve atrelar diversão ao saber dançar e ao aprendizado. “Existem metodologias fantásticas para atuar com dança/educação como, por exemplo, o da Royal Academy of Dance, onde o universo infantil é transformador aliado às atividades de dança”, complementa a professora.
A partir da fase adulta, a metodologia tem que ser direta. “O trabalho deve ser de forma teórico/prática, aliando conceitos, nomenclaturas, termos técnicos e conceitos históricos, além da parte prática”, diz Renata.
“É importante priorizar que pessoas com problemas cardíacos, encurtamento em tendões, dores nos joelhos e desvios na coluna podem ser ainda mais prejudicados em qualquer atividade física. Por isso, é necessário procurar um médico antes de iniciar aulas de danças para que ele ateste que o indivíduo está apto a fazer tal atividade”, lembra.
Para frequentar as aulas, é necessário que a roupa usada seja confortável, e de acordo com o ritmo praticado, possibilite liberdade total dos movimentos.
Renata ainda diz que pessoas que dançaram na infância e adolescência acabam procurando novamente a atividade durante a fase adulta como forma de pensar novamente em si mesma. “Uma vez bailarina, sempre bailarina em seu âmago. A dança marca a nossa existência e só quem já dançou entenderá esta frase” finaliza.
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