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Caia na folia, mas sem se esquecer do meio ambiente

Publicado em: 08/02/2018

Nem no carnaval a preocupação com o meio ambiente deve ficar de fora. Durante o período, multidões se divertem em bailes e desfiles, e a conscientização ecológica acaba ficando de lado. Ficava. O professor do curso de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara e ambientalista, Adalberto Cunha, destaca questões relacionadas aos festejos, envolvendo a sustentabilidade.

“Para quem pretende confeccionar a própria fantasia, a primeira coisa é lembrar que existem materiais de durabilidade muito grande, que devem ser evitados na hora de criar sua vestimenta. O ideal é procurar materiais que se decompõem mais rapidamente, como tecidos, retalhos e cetim, ao invés do uso do plástico, por exemplo, já que a ideia seria descartar a fantasia depois do carnaval”, recomenda o docente, que comenta que as próprias agremiações usam materiais descartáveis e evitam, por exemplo, o uso de isopor, que é mais difícil de se decompor. “Isso acarreta até mesmo a redução de custos na confecção”, destaca.

Além disso, ele lembra que o material de plástico pode causar desconforto, especialmente no calor. “Não é agradável, portanto, não é aconselhável o uso de chapéus e máscaras desse material, por exemplo”, diz.

Já os confetes e serpentinas não apresentam problemas na decomposição, segundo o ambientalista, pois são feitos de celulose. “No entanto, o problema é o volume utilizado no carnaval. Em salões, é bastante comum o excesso desses produtos, o que pode prejudicar a natureza, pois quando chove, pode entupir bueiros”, alerta.

Muita atenção também para os sprays de espuma. “É preciso ler a embalagem com bastante cautela, principalmente em relação a crianças, que gostam de brincar com isso. Por lei, não é tóxico, porém, no Brasil, são importados alguns sprays de espuma de qualidade duvidosa, que podem ter componentes que causam danos às pessoas e ao ambiente”, comenta Cunha, que salienta que os mesmos cuidados valem para tintas utilizadas na pintura corporal.

Poluição sonora é outra questão que, embora não seja tão grave, ainda deve ser considerada, de acordo com o professor. “É difícil para quem mora ao redor de clubes e desfiles, pois não há uma legislação que proíba isso. O som muito alto prejudica as pessoas nas redondezas. Em bares, por exemplo, o pessoal liga o som do carro em volume muito alto, e como não há um alvará para isso, torna-se um caso de perturbação pública. É aí que precisa entrar o bom senso e o respeito”, avalia.

Por sua vez, quem está em um ambiente autorizado e participa da festa deve tomar cuidado para não ficar perto de caixas de som, “pois o barulho excessivo pode causar danos aos tímpanos”.

Outro ponto mencionado por Cunha é o descarte de todos resíduos gerados. “Não se pode esquecer que produzimos muito lixo, e não só no carnaval. Latinhas, sacos plásticos, garrafas, copos e outros materiais são jogados em qualquer lugar, e isso é um problema. É necessária uma grande conscientização ecológica na hora de descartar esses produtos”, afirma.

A energia elétrica é um dos recursos utilizados mais importantes nos desfiles de carnaval. Entretanto, Cunha aponta que sua utilização é feita com moderação, “já que se estabelece de quanto será o gasto de energia nas escolas de samba”. “Contudo, para quem pretende acompanhar a folia pela televisão, é importante não esquecer o aparelho ligado e pegar no sono. Ligue o timer e não desperdice luz à toa”, finaliza.

Informações sobre o curso de Biologia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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