Obesidade Infantil

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O Projeto Obesidade Infanto-Juvenil, fruto de uma parceria entre a Clínica Integrada de Saúde da Uniara, o curso de Nutrição e a Secretaria Municipal de Saúde, atende crianças e adolescentes de 4 a 18 anos de idade com problemas de sobrepeso e obesidade, bem como orienta as famílias a respeito de educação alimentar e nutricional.

As crianças são encaminhadas por pediatras dos Postos de Saúde da rede Municipal de Araraquara à Clínica Integrada da Uniara, onde são feitos os atendimentos.

O primeiro passo do tratamento é conversar com a mãe para saber os hábitos alimentares da família e a consciência que ela tem em relação ao problema da obesidade. Em seguida, classifica-se a criança em sobrepeso ou obesidade para então fazer o cálculo e a introdução da dieta adequada, além de recomendações sobre a prática de exercícios físicos.

Retornos semanais são marcados no início do tratamento, para que a criança se enquadre no processo. Em seguida, passam a ser quinzenais e mensais, até que a criança atinja o peso correto para sua idade, determinado a partir de parâmetros clínicos e características familiares.

Na ocasião, as alunas da 3.ª série do curso de Nutrição da Uniara abordam a questão do tamanho da porção no prato das refeições e explicam as regras da pirâmide alimentar, que orienta, por exemplo, o consumo maior de frutas, legumes e verduras ao invés de produtos calóricos e conceitos de moderação, proporcionalidade e harmonia.

Os grupos acontecem para as crianças e mães que fazem parte do projeto. Todos são convidados. Essa idéia nasceu da necessidade de os “iguais” se reconhecerem e da necessidade de sair das consultas individuais e ir para a prática.

Nesse momento a criança fica com as alunas no laboratório onde são realizadas atividades lúdicas e de prática alimentar com receitas diversas. A cada estação do ano são feitas receitas diferentes, bem como a cada encontro é abordado um tema. Os encontros são bimestrais, ou até mensais.

As mães ficam com a Prof.ª Ms. Rita de Cássia Garcia Pereira, com quem têm uma conversa informal sobre as dificuldades do tratamento. Neste momento elas podem falar com sinceridade assuntos que ficariam constrangidas em dizer na presença dos filhos. Além disso, sentem-se a vontade também para aprender as orientações sobre alimentação, como comprar no mercado, como montar uma lista de compras, o que ter na geladeira, na dispensa e regras da boa alimentação.

Depois disso, também seguem para a Cozinha Experimental ver o que as crianças estão fazendo e levam para casa receitas elaboradas na tentativa de reproduzir. Assim, consegue-se uma maior adesão ao tratamento e extensão da educação nutricional a toda a família.

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