PRODUÇÃO CIENTIFÍCA

Trabalhos de Conclusão de Curso 2009
Trabalhos de Conclusão de Curso 2006
Trabalhos de Conclusão de Curso 2005
Trabalhos de Conclusão de Curso 2004
Trabalhos de Conclusão de Curso 2003
Trabalhos de Conclusão de Curso 2002

Regulamento

Capítulo I

Das Disposições Preliminares

Artigo 1º - A finalidade do presente Regulamento é normatizar as atividades de Iniciação Científica do Centro Universitário de Araraquara.

Artigo 2º - Para contemplar a diversidade da cultura acadêmica da Instituição, as atividades de Iniciação Científica serão próprias de todos os Departamentos, Cursos e Áreas de Conhecimento, respeitadas as normas estabelecidas para sua proposição, desenvolvimento e avaliação.

Capítulo II

Dos Compromissos da Iniciação Científica.

Artigo 3º - As atividades de Iniciação Científica têm a finalidade de despertar vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes de graduação, mediante sua participação em projetos de pesquisa.

Parágrafo Único - A pesquisa de Iniciação Científica é de natureza extracurricular.

Artigo 4º - As atividades de pesquisa de Iniciação Científica devem contribuir para o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo, da ciência e da tecnologia, para a criação e difusão da cultura e, portanto, para o entendimento do homem e do meio em que vive.

Artigo 5º - Os professores e os alunos dos cursos de graduação são agentes vitais das atividades de Iniciação Científica.

Capítulo III

Dos Objetivos da Iniciação Científica

Artigo 6º - As atividades de Iniciação Científica serão desenvolvidas sob a orientação ampla de incentivar o envolvimento de alunos e professores de graduação nas atividades de pesquisa de natureza extracurricular.

Artigo 7º - São objetivos da Iniciação Científica:

I - Incentivar pesquisadores produtivos a envolverem os alunos de graduação no processo acadêmico, otimizando a capacidade de orientação à pesquisa da instituição.

II - Estimular o desenvolvimento de trabalhos em colaboração e a formação de equipes de pesquisa;

III - Estimular a participação de alunos em eventos científicos;

IV - Incentivar a publicação de trabalhos de alunos e a sua discussão pública de seus resultados.

Capítulo IV

Das Atividades da Iniciação Científica

Artigo 8º - As atividades de Iniciação Científica serão norteadas pelos objetivos fixados no artigo 7º.

Artigo 9º - As atividades a que se refere este Regulamento serão propostas e desenvolvidas sob a forma de projetos e de programas de pesquisa.

Parágrafo 1º - Para os fins deste Regulamento, entenda-se por projeto toda atividade de pesquisa proposta em conformidade com os cânones da pesquisa científica, com prazo limitado de realização, e definição de pessoal especificamente a ela alocado; e, por programa, um conjunto de projetos inter-relacionados.

Parágrafo 2º - O prazo para a realização de projetos de pesquisa será de 11 meses.

Parágrafo 3º - O prazo para a realização de programas de pesquisa será definido em conformidade com a complexidade e a abrangência de cada programa.

Artigo 10º - Os projetos e os programas de pesquisa propostos na Instituição serão submetidos à apreciação e aprovação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão que se pronunciará sobre mérito acadêmico, adequação formal e custos.

Parágrafo 1º - Os projetos e os programas poderão ser propostos por professores dos Departamentos, do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, e dos Núcleos e Grupos de Estudo.

Parágrafo 2º - Os projetos e os programas deverão vincular-se, preferencialmente, ao temaeixo já definido pelo Centro Universitário de Araraquara - Uniara denominado Meio Ambiente e a Região de Araraquara.

Parágrafo 3º - Também poderão incorporar desdobramentos de temas e estudos que façam parte das Monografias de conclusão dos cursos de graduação.

Artigo 11º - O desenvolvimento dos projetos e dos programas dependerá da aprovação da Reitoria.

Capítulo V

Da Coordenação de Iniciação Científica

Artigo 12º - As atividades de Iniciação Científica serão supervisionadas por uma Comissão constituída pelo Pró-Reitor Acadêmico, pelo Coordenador de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, e por um representante de cada Departamento, designado pelo respectivo Chefe.

Parágrafo Primeiro – A Comissão de que trata este artigo terá um Presidente, designado pelo Reitor, ao qual caberá a Coordenação Executiva das atividades de Iniciação Científica.

Parágrafo Segundo – O Presidente da Comissão deverá possuir, necessariamente, o título de Doutor.

Artigo 13º - Compete à Coordenação de Iniciação Científica:

1. Estimular os professores da Instituição para atuar nas atividades da Iniciação Científica.

2. Assessorar a elaboração de projetos e programas.

3. Participar dos processos de seleção de alunos candidatos à Iniciação Científica.

4. Acompanhar o desenvolvimento dos projetos e programas aprovados.

5. Apreciar, com parecer de mérito, propostas de projetos e programas de Iniciação Científica, e relatórios semestrais e finais de atividades, encaminhando-os à Reitoria.

6. Organizar atividades acadêmicas que proporcionem aos professores orientadores a ampliação, o aprofundamento e o aperfeiçoamento de sua formação científica e, consequentemente, de sua capacidade de orientação à pesquisa.

Artigo 14º - A Coordenação de Iniciação Científica organizará eventos voltados para a divulgação da produção de Iniciação Científica da Instituição.

Parágrafo Único - O evento representado pelo Congresso Anual de Iniciação Científica do

Centro Universitário de Araraquara - Uniara constituirá a oportunidade de excelência para a divulgação dessa produção.

Artigo 15º - A Coordenação de Iniciação Científica desenvolverá atividades de assessoria aos professores na proposição de projetos e de programas.

Capítulo VI

Dos Professores Orientadores

Artigo 16º - Poderão ser orientadores os professores da Instituição que atenderem às exigências contidas nos objetivos da Iniciação Científica, contemplados no artigo 7º deste Regulamento.

Parágrafo Único - Poderá ser priorizado o desenvolvimento de projetos e programas de Iniciação Científica, já aprovados, que estejam sob a responsabilidade de professores engajados e comprometidos com as finalidades e compromissos institucionais do Centro Universitário de Araraquara - Uniara.

Artigo 17º - São atribuições do professor orientador:

1 - Propor projetos e/ou programas de pesquisa de Iniciação Científica de acordo com as normas deste Regulamento.

2 - Participar do Processo de Seleção de alunos candidatos à Iniciação Científica em projetos e/ou programas sob sua responsabilidade.

3 - Desenvolver as atividades de orientação relacionadas aos projetos e/ou programas aprovados.

4 - Favorecer a divulgação da(s) pesquisa(s) sob sua orientação nos cursos e Departamentos, promovendo oportunidades de acesso a alunos e professores em geral.

5 - Elaborar relatórios semestrais de atividades que serão submetidos à apreciação da Coordenação de Iniciação Científica.

Artigo 18º - Aos professores orientadores, cujos projetos e/ou programas tiverem o seu desenvolvimento priorizado, poderá ser efetuada remuneração na forma de ampliação de carga horária semanal, tomando-se como critério a categoria da hora-aula.

Capítulo VII

Do Processo de Seleção

Artigo 19º - Poderão inscrever-se como candidatos ao Processo de Seleção de orientandos de Iniciação Científica alunos dos cursos de graduação da Instituição que tenham:

1- Sido aprovados em todas as disciplinas dos dois primeiros semestres ou períodos do curso de graduação;

2 - Disponibilidade para dedicação às atividades de Iniciação Científica;

3 - Familiaridade com uma língua estrangeira;

4 - habilidades básicas de informática.

Artigo 20º - Os Processos de Seleção poderão ser realizados tanto no 1º como no 2º semestre de cada ano letivo e dependerão da aprovação da Reitoria.

Parágrafo 1º - O edital de divulgação do Processo de Seleção deverá explicitar as exigências para inscrição, os procedimentos de seleção, os objetivos e as atividades previstas no projeto de pesquisa, as atribuições dos orientandos em cada caso.

Parágrafo 2º - A seleção propriamente dita deverá ser realizada por meio de procedimentos que verifiquem o grau de atendimento ao disposto no Artigo 19, a capacidade dos candidatos para enfrentar as atividades de pesquisa, e a adequação da motivação para o trabalho científico.

Parágrafo 3º - Os Processos de Seleção previstos no caput deste artigo serão de responsabilidade da Coordenação de Iniciação Científica.

Capítulo VIII

Dos Alunos Orientandos

Artigo 21º - São considerados alunos orientandos os classificados no Processo de Seleção previsto no Artigo 20 e seus parágrafos.

Artigo 22º - São atribuições do aluno orientando:

1 - Desenvolver as atividades de pesquisa que são inerentes ao projeto em que foi admitido.

2 - Contribuir para a divulgação da pesquisa de que participa junto aos alunos e professores dos cursos da Instituição, promovendo oportunidades de conhecimento do processo de seu desenvolvimento e de seus resultados.

3 - Relatar ao professor orientador as atividades de pesquisa cumpridas e que integrarão os relatórios semestrais de atividades que serão submetidos à apreciação da Coordenação de Iniciação Científica.

Artigo 23º - Os alunos orientandos que participarem dos projetos cujo desenvolvimento foi priorizado poderão ser gratificados com premiações e publicações.

Artigo 24º - A Instituição também poderá cobrir as despesas decorrentes da participação de alunos orientandos em Congressos, Simpósios, Reuniões Científicas em que forem apresentar os trabalhos de pesquisa.

Capítulo IX

Das Disposições Gerais

Artigo 25º - Aplicam-se subsidiariamente ao presente as normas gerais pertinentes, dispostas no Regimento Geral do Centro Universitário de Araraquara.

Artigo 26º - O presente Regulamento entra em vigor após sua aprovação pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão deste Centro Universitário.

Projetos do Curso de Fonoaudiologia Aprovados pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa Concluídos

1. TÍTULO: “PERFIL DA SAÚDE VOCAL DE JOVENS." (PIC - 025)

ORIENTADORA: PROFA. MS. MARIA LÚCIA SUZIGAN DRAGONE

DEPARTAMENTO: CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS.

CURSO: FONOAUDIOLOGIA

ALUNAS PARTICIPANTES: DANIELA VITTURI

DANIELLE DOS SANTOS

JOSELENA FACHINETTI

PATRÍCIA GODOY

INÍCIO: MARÇO DE 2001

TÉRMINO: FEVEREIRO DE 2002

Esta pesquisa de Iniciação Científica representa uma das contribuições geradas pelo trabalho de Extensão Universitária que foi levado a efeito no ano de 2000, denominado Projeto de Prevenção em Fonoaudiologia. O Projeto de Prevenção foi desenvolvido em três áreas - Linguagem, Audição e Voz -, por professores e alunos do curso de Fonoaudiologia, visando esclarecer e orientar estudantes do ensino médio e superior de Araraquara, acerca de sinais, sintomas e medidas preventivas de problemas nas áreas citadas (por meio de visitas às escolas, mini-palestras de prevenção, distribuição de folders explicativos). As atividades que foram desenvolvidas no Projeto proporcionaram aos participantes a compreensão de aspectos diversos da Prevenção em Fonoaudiologia que representam questões e problemas para pesquisa.

A pesquisa em tela traduz, mais especialmente, o interesse dos participantes no Projeto de Prevenção na área de Voz em pesquisar o perfil da saúde vocal de jovens escolares. Ao mesmo tempo que traduz a relevância de se envolver os alunos de graduação em atividades extracurriculares, também demonstra o vínculo fundamental que pode existir entre a pesquisa e a extensão universitária. Seu compromisso foi o de pesquisar o perfil do comportamento vocal de jovens que são alunos de escolas de ensino médio e de educação superior de Araraquara/ SP, na faixa etária de 14 a 6, e 17 a 20 anos, visando detectar a presença da síndrome de atrito vocal. Este compromisso se explicitou nos objetivos de: 1) investigar a presença de: 1.1) alterações vocais, prévias ou atuais, entre os adolescentes segundo a percepção dos mesmos; 1.2) alguns fatores interferentes na saúde vocal dos adolescentes; 1.3) sintomas associados à emissão da voz que fazem parte do quadro de síndrome de atrito vocal; 2). investigar se, na presença de sintomas de alterações vocais, há busca de auxílio especializado.

Desse modo, a pesquisa desenvolvida traduz a investigação que explicitou como os jovens têm percebido suas vozes, quais hábitos de uso vocal são praticados por eles e a medida em que há presença de alguns dos sintomas de atrito vocal nessas faixas etárias. A pesquisa foi fundamentada no reconhecimento de que a voz é o principal veículo da relação interpessoal presente na comunicação humana, o que a torna muito importante na vida das pessoas e no desempenho profissional de muitas carreiras.

Todavia, alguns hábitos inadequados de uso vocal podem produzir alterações na voz e, desse modo, afetar a comunicação humana e lesar organicamente a laringe. Quantos hábitos agressivos à laringe não poderiam ser evitados se identificados e corrigidos precocemente? Quais destes hábitos estão presentes mais ou menos intensamente nas diversas fases do desenvolvimento humano? Os jovens têm por hábito a prática de comportamentos vocais abusivos e se expõem a hábitos prejudiciais à voz? Em face desse reconhecimento entendeu-se, também, que hábitos adequados de uso vocal devem ser desenvolvidos e preservados, ao passo que os inadequados devem ser prevenidos e corrigidos. Desse modo, hábitos de uso vocal que são agressivos à laringe poderão ser evitados se forem identificados e corrigidos precocemente. Daí a relevância desta pesquisa comprometida em pesquisar o perfil vocal de alunos da fase adolescente do desenvolvimento humano: além de virem esclarecer os hábitos de uso vocal mais frequentes dessa faixa etária que possam estar contribuindo para a existência de problemas vocais, os resultados alcançados indicam a relevância de serão orientações para a atuação fonoaudiológica preventiva e reabilitadora da voz.

O desenvolvimento da pesquisa teve como ponto de partida um conjunto de dados que já haviam sido coletados por intermédio da aplicação de um questionário padrão sobre saúde vocal - por ocasião das atividades do Projeto de Prevenção em Fonoaudiologia no 2° semestre de 2000 -, e que continham informações dos próprios sujeitos sobre a presença de alterações vocais e os cuidados referentes a elas, hábitos de uso de voz no contexto social, presença de risco vocal na rotina de comunicação e presença de sintomas do atrito vocal. Os sujeitos foram jovens estudantes do ensino médio de Araraquara - SP, alunos de instituições públicas e privadas, arregimentados nas seguintes situações do ano de 2000: a) durante as palestras proferidas sobre Prevenção em Fonoaudiologia; b) diretamente nas escolas que frequentam; c) durante a realização da Feira de Cursos no Interior do Centro Universitário de Araraquara. Os dados coletados foram levantados em planilha do programa Excel, para facilitar sua quantificação, e foram analisados levando-se em conta o sexo e a subdivisão da faixa etária em dois grupos: de 14 a 16 anos e de 17 a 20 anos, sendo 392 jovens do sexo feminino e jovens do sexo masculino totalizando uma população de 608 jovens. Foram desprezados os dados presentes nos questionários com ausência do preenchimento da data de nascimento e os que deixaram questões não respondidas.

Os resultados obtidos com o desenvolvimento da pesquisa demonstraram que 14,64% dos sujeitos indicaram rouquidão, sendo que deles 71,9% são do sexo feminino e 28,1% do sexo masculino, estando, também, 83,15% deles na faixa etária de 17 a 20 anos, e 16,85% na faixa etária de 14 a 16 anos. Também demonstraram que o hábito mais comum entre os jovens da amostra é o de falar excessivamente ao telefone, seguido de gritar, beber e fumar. Falar ao telefone exige um aumento da energia de fonação na tentativa de fortalecer a transmissão da mensagem oral, pois não se tem o apoio das demais pistas de comunicação (gestos complementares, expressão facial e, até mesmo, leitura labial de apoio), de modo que pode ser considerado um comportamento abusivo para o aparelho fonador. Ainda demonstraram que os hábitos mais frequentes nos jovens do sexo masculino são o uso de bebida alcoólica, seguido de fumo, e, nos do sexo feminino, falar excessivamente ao telefone e gritar. Além disso, o hábito de fumar se destacou na faixa etária de 17 a 20 anos, e o de beber na faixa de 14 a 16 anos (27% da faixa).

Quanto aos sintomas que são sinais da síndrome de atrito vocal, os resultados apontaram para a presença de mudança de tom e garganta seca nos jovens de ambos os sexos, sendo a mudança de tom o mais referido no sexo masculino. Os outros sintomas indicados em ordem decrescente de ocorrência foram falta de ar, pigarro, sumir a voz e coceira na garganta. Além disso, a maioria dos jovens da amostra tem de 0 a 2 sintomas vocais, sendo que somente 11,46% deles apontaram de 3 a 7 sintomas, e 1% de 5 a 7 sintomas. O aumento de número de sintomas apareceu na faixa etária de 17 a 20 anos, que pode ser relacionado a uma maior exposição a hábitos inadequados que favorecem desgaste vocal e, consequentemente, aumento dos sintomas de atrito vocal.

A principal conclusão da pesquisa diz respeito à necessidade de saber identificar a presença de hábitos vocais inadequados e de sintomas de atrito vocal na vida diária dos jovens. A atenção a tais hábitos e sintomas favorece sua diminuição, sendo também benéficas orientações sobre saúde vocal.

Esta pesquisa gerou a elaboração da seguinte comunicação científica - "Perfil da saúde vocal de jovens" - que foi apresentada nos seguintes eventos científicos:

- Congresso Nacional de Fonoaudiologia, que foi realizado em Guarapari/ES nos dias 26, 27 e 28 de setembro de 2001. Apresentada por duas alunas-orientandas.

- 1° CONIC - SEMESP/2001, que foi realizado em São Paulo no mesmo período. Apresentada por duas alunas-orientandas.

2.TÍTULO: “PERFIL AUDITIVO DE JOVENS DA REGIÃO DE ARARAQUARA/SP." (PIC - 018)

ORIENTADORA: PROFA. MS. ALESSANDRA GIANNICO DE REZENDE

DEPARTAMENTO: CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS.

CURSO: FONOAUDIOLOGIA

ALUNAS PARTICIPANTES: DANIELA LIMA SCHIAVON

EDNA GONÇALVES

FABRÍCIA DE O. CARDOSO

LUCIANA M. DE ALBUQUERQUE

INÍCIO: junho de 2001

TÉRMINO: abril de 2002

A pesquisa em tela reflete um dos produtos do trabalho de extensão universitária que foi levado a efeito no ano de 2000, denominado Projeto de Prevenção em Fonoaudiologia, do curso de Fonoaudiologia da Uniara. O Projeto de Prevenção foi desenvolvido em três áreas - Linguagem, Audição e Voz - por professores e alunos do curso de Fonoaudiologia, visando esclarecer e orientar estudantes do ensino médio de Araraquara acerca de sinais, sintomas e medidas preventivas de problemas nessas áreas da Linguagem, da Audição e da Voz. Os esclarecimentos e as orientações foram proporcionados por meio de visitas às escolas, mini-palestras de prevenção e distribuição de folders explicativos. As atividades que foram desenvolvidas no Projeto proporcionaram aos participantes do curso de Fonoaudiologia a compreensão de aspectos diversos da Prevenção em Fonoaudiologia que representam questões e problemas para pesquisa.

Mais especificamente, a presente pesquisa traduz o interesse dos participantes no Projeto de Prevenção na área de Audição em pesquisar o perfil auditivo de jovens do ensino médio e superior da região de Araraquara. Trata-se, pois, ao mesmo tempo, de pesquisa que traduz a relevância de se envolver os alunos de graduação em atividades acadêmicas extracurriculares e demonstra o vínculo fundamental que pode existir entre a pesquisa e a extensão universitária. Assim, com o compromisso de pesquisar o perfil auditivo de jovens do ensino médio e superior da região de Araraquara/ SP, na faixa de 15 a 25 anos, a pesquisa foi fundamentada no reconhecimento de que a audição é um sentido essencial para o ser humano, uma vez que permite a captação, a condução e o processamento dos sons ou eventos acústicos. Assim, a audição permite a fala, que é composta por ondas sonoras complexas, transmitida pelo meio aéreo e captada pelo sistema auditivo dos seres humanos. Sendo oral, a fala é a principal forma de transmissão de idéias, conceitos e pensamentos. Consequentemente, a audição torna possível a comunicação como expressão do pensamento. Além disso, um sistema auditivo mal formado ou danificado por eventos externos implica em dificuldades no âmbito das habilidades auditivas e da comunicação com o meio: aquisição de conceitos, expressão de pensamentos e formação da linguagem. De fato, no âmbito escolar estas dificuldades se traduzem na concentração insuficiente dos alunos, na sua distração, na insuficiente compreensão oral e escrita promovendo uma formação escolar e profissional deficiente.

Além disso, foi também fundamentada no reconhecimento de que os distúrbios de comunicação que estão relacionados ao sistema auditivo apresentam diferentes sintomas, dentre os quais se apresentam o zumbido, a tontura, a otalgia, a distração, a dificuldade em que compreender o que se ouve e o que se lê. Por exemplo, o zumbido e a tontura são sintomas próprios de algumas patologias auditivas, a otalgia é própria de otites, ao passo que distração, dificuldade de compreensão oral e escrita podem estar relacionados à alteração do processamento auditivo, gerando problemas cognitivos, emocionais, de atenção, memória, linguagem, perceptivos e motores.

Em face desses reconhecimentos, entendeu-se, também, que hábitos auditivos saudáveis devem ser desenvolvidos e preservados, ao passo que os inadequados devem ser prevenidos e corrigidos. Desse modo, hábitos auditivos que não são saudáveis poderão ser evitados se forem identificados e corrigidos precocemente. Daí a relevância desta iniciativa voltada para pesquisar o perfil auditivo de jovens de ensino médio e superior da região de Araraquara.

O desenvolvimento da pesquisa foi projetado para tomar como ponto de partida um conjunto de dados que já haviam sido coletados por meio da aplicação de um questionário-padrão sobre saúde auditiva em 808 indivíduos com idades entre 14 e 25 anos, sendo 479 do sexo feminino e 329 do masculino. O questionário foi aplicado por ocasião das atividades do Projeto de Prevenção em Fonoaudiologia levado a efeito no ano de 2000. O conjunto dos dados reuniu informações oriundas dos próprios jovens acerca de sua audição. Desse modo, a pesquisa propriamente dita foi levada a efeito por meio dos seguintes procedimentos: a) levantamento dos dados coletados empregando planilha do programa Excel visando facilitar sua quantificação; b) classificação dos dados tomando-se como critérios o sexo dos jovens e a sua faixa etária; c) análise estatística dos dados visando-se definir os mais relevantes no âmbito da saúde auditiva.

Os resultados alcançados esclareceram que, do total dos 808 indivíduos, 762 (94%) admitiram escutar bem, dos quais 449 (59%) eram do sexo feminino e 313 (41%) do masculino. Esse conjunto de indivíduos que admitiram escutar bem também admitiram os seguintes sintomas auditivos: tontura (191 indivíduos ou 25%), distração (174 ou 22,8%), sensação de plenitude auricular (141 ou 18,5%), zumbido (139 ou 18,2%), dificuldade de compreensão oral (111 ou 14,6%), dificuldade de compreensão na escrita (104 ou 4,5%), dor (72 ou 9,4%), dificuldade de localização sonora (34 ou 4,5%).

Por sua vez, apenas 46 indivíduos (6%) admitiram escutar mal, sendo 30 do sexo feminino (65%) e 16 do masculino (35%). Eles também admitiram os seguintes sintomas auditivos: tontura (12 ou 26,1%), distração (11 ou 23,9%), sensação de plenitude auricular (8 ou 17,4%), zumbido (8 ou 17,4%), dificuldade de compreensão oral (7 ou 15,2%), dificuldade de compreensão na escrita (6 ou 13%), dor (4 ou 8,7%), dificuldade de localização sonora (2 ou 4,3%).

Por sua vez, as conclusões da pesquisa admitiram que: 1) uma vez que a população estudada demonstrou sintomas auditivos mesmo quando entendeu escutar bem, então essa população de jovens identificou o "ouvir bem" com a quantidade sonora recebida, diferentemente da qualidade da recepção dos sons, ambientais ou do processo de comunicação; 2) ao admitir sintomas auditivos que envolvem a comunicação (dificuldade de compreender o que se ouve e o que se lê, dificuldade de localização sonora e distração entre outros), a população estudada demonstrou que é condizente a relação entre percepção auditiva e desempenho comunicativo; 3) em face das conclusões anteriores, também foi conclusivo admitir que há necessidade de saber identificar a presença de sintomas auditivos na vida diária dos jovens, já que a atenção a esses pode favorecer seu enfrentamento, diminuição e eliminação, sendo também benéficas orientações sobre saúde auditiva. De modo especial, foi conclusivo que alguns dos sintomas auditivos referem-se a patologias que podem ser prevenidas por meio de programas adequados.

A presente pesquisa gerou a elaboração da comunicação científica "Perfil auditivo de indivíduos jovens da região de Araraquara-SP", que foi apresentada oralmente no Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, realizado em Guarapari/ES no período 26-29 de setembro de 2001 pela equipe de alunas.

Aprovados e em Desenvolvimento

1. TÍTULO: "DIAGNÓSTICO LINGÜÍSTICO-FONOAUDIOLÓGICO E ORTODÔNTICO DE CRIANÇAS NA FASE INICIAL DA ALFABETIZAÇÃO."
(PIC - 021)

DEPARTAMENTO: CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS.

ORIENTADORES: PROFA. DRA. DIRCE CHARARA MONTEIRO

PROF. HUMBERTO BRAGHETTI

PROFA. LUCIANA RUEDA SBOROWSKI

CURSO: FONOAUDIOLOGIA

ALUNOS PARTICIPANTES: ALESSANDRA E. EL KHATIB

GISELLE C. DA COSTA VARANDA

GRASIELA DE FREITAS CAETANO

MARLA LAROCCA

NATALIE CRISTINA GALLO

PRISCILA ANE V. BERTA

INÍCIO: SETEMBRO DE 2001

TÉRMINO: AGOSTO DE 2002

Esta pesquisa se comprometeu em gerar contribuições para a realização de diagnóstico multidisciplinar de problemas de fala e escrita de crianças escolares na fase inicial da escolarização. Ao mesmo tempo, reiterou a importância do diagnóstico multidisciplinar precoce que pode evitar descaminhos no trabalho docente e prevenir e resolver problemas. Este compromisso se explicitou no objetivo geral de diagnosticar de uma tríplice perspectiva - fonoaudiológica, ortodôntica e lingüística -, visando medidas preventivas, problemas de fala e escrita de crianças que frequentam a escola e estão na fase inicial da alfabetização. Por sua vez, foram os seguintes os objetivos específicos estabelecidos: a) diagnosticar as causas principais dos problemas encontrados nas crianças escolares; b) auxiliar o professor na seleção dos casos que necessitam de um acompanhamento de especialistas; c) iniciar as pesquisadoras discentes em procedimentos de pesquisa científica, elaborando e aplicando instrumentos de diagnóstico, e analisando os dados obtidos; d) verificar até que ponto um diagnóstico mais abrangente pode ser eficaz no sentido de prever dificuldades na aquisição da oralidade e da escrita.

A proposição da pesquisa foi fundamentada no reconhecimento de que nem sempre a aquisição da oralidade e da escrita acontece sem problemas com todas as crianças. No caso da oralidade, por exemplo, a criança pode omitir sons, substituir fonemas, adicionar fonemas, fazer transposição ou inverter fonemas. De modo geral, estas são alterações fonológicas que podem ocorrer devido a alterações auditivas, máoclusão, mau posicionamento da língua, perdas dentárias, respiração bucal, desordens temporo mandibulares, alterações orofaciais. No caso da aquisição da escrita, por exemplo, a criança pode cometer erros decorrentes da possibilidade de representações múltiplas, fazer alterações ortográficas decorrentes de apoio na oralidade, omitir letras, juntar ou separar palavras de modo não convencional, confundir terminações, substituir, acrescentar e inverter letras.

Em face do reconhecimento dos problemas que as crianças escolares podem apresentar na aquisição da oralidade e da escrita admitiu-se, também, na proposição da pesquisa, que o diagnóstico deve ser feito tanto por um fonoaudiólogo como por um ortodontista visando se: a) aprofundar o diagnóstico inicial e encaminhar a criança para atendimento especializado quando seus problemas não forem relacionados a fatores didático-metodológicos; b) obter o diagnóstico das possíveis alterações faciais no sentido antero-posterior, transversal e vertical, o mau posicionamento dentário que dificulta o contato da língua com os dentes, e que geram dificuldades articulatórias na produção dos sons; c) contribuir para reduzir o índice de evasão escolar e, consequentemente, recolocar a questão do fracasso escolar.

Os sujeitos previstos para serem pesquisados foram crianças de 5 a 7 anos, com a dentição mista, e alunos regulares de uma classe de pré-primário ou de primeira série do ensino fundamental de uma escola pública de Araraquara/ SP. Para os orientadores e os alunos orientandos da Uniara foi prevista a realização semanal na escola pública de Araraquara escolhida de sessões individuais de diagnóstico com as crianças por meio de instrumentos que pudessem dar conta dos seguintes aspectos: a) fala e linguagem oral e escrita; b) interposição lingual; c) processos fonológicos; d) musculatura oral-facial (simétricas); e) problemas de maloclusão; f) mordidas abertas; g) mordidas cruzadas posteriores; h) problemas de relacionamento de bases ósseas; i) hábitos; j) variante lingüística.

As atividades desenvolvidas no primeiro semestre da pesquisa - setembro de 2002 a janeiro de 2003 - incluíram: a) análise bibliográfica; b) visitas às escolas públicas para a escolha do local da pesquisa; c) elaboração dos instrumentos de coleta de dados lingüísticos-fonoaudiológicos; d) testagem dos instrumentos com algumas crianças. Na continuidade do desenvolvimento da presente pesquisa, será realizada a coleta de dados junto às crianças e sua posterior análise para verificar as causas principais dos problemas encontrados nas crianças escolares, elaborar subsídios para o professor na seleção dos casos que necessitam de um acompanhamento de especialistas, e verificar até que ponto um diagnóstico mais abrangente pode ser eficaz no sentido de prever dificuldades na aquisição da oralidade e da escrita.

2. TÍTULO: "PREVENÇÃO DE ALTERAÇÕES DE LINGUAGEM NA CRIANÇA -

ORIENTAÇÃO A PEDIATRAS E PAIS." (PIC - 035)

ORIENTADORA: PROFA. MS. ALESSANDRA GIANNICO DE REZENDE

DEPARTAMENTO: CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS

CURSO: FONOAUDIOLOGIA

ALUNAS PARTICIPANTES: ELISANDRA DOS SANTOS

GABRIELA LUPPI

MARCELA F. BUENO

INÍCIO: MAIO DE 2002

TÉRMINO: ABRIL DE 2003

Trata-se de pesquisa de Iniciação Científica comprometida em gerar orientações para médicos pediatras da rede de saúde pública e privada da cidade de Araraquara/ SP, e para os pais das crianças atendidas por estes profissionais. As orientações incidirão sobre o desenvolvimento normal de linguagem e audição da criança e sobre os riscos de alterações neste desenvolvimento decorrentes de patologias auditivas adquiridas durante a infância. Audição e linguagem são aspectos interdependentes na pessoa humana, uma vez que o bom desenvolvimento da audição é pré-requisito para o desenvolvimento normal da linguagem. Todavia, otites médias crônicas e de repetição podem levar a perdas auditivas flutuantes e, até mesmo, permanentes, alterando o desenvolvimento da audição, prejudicando a fala e a linguagem, a comunicação social do indivíduo e a aprendizagem da leitura e da escrita. Por essas razões, o diagnóstico precoce (antes dos 2 anos de idade) é essencial, visando-se prevenir e reduzir sua ocorrência nas crianças. Daí a importância da maior conscientização dos pediatras acerca da função auditiva e de seu importante papel na vida das crianças, bem como de sua instrumentalização para a implementação de programas preventivos e para a orientação dos pais.

O desenvolvimento das atividades de pesquisa deverá ser realizado por meio dos seguintes procedimentos e recursos: 1) entrevistas semi-estruturadas com os médicos pediatras visando detectar seu conhecimento acerca do desenvolvimento normal de linguagem e audição da criança e dos riscos de alterações neste desenvolvimento decorrentes de patologias auditivas adquiridas durante a infância; 2) organização dos dados coletados por meio das entrevistas e elaboração do perfil de conhecimento dos pediatras sobre a questão em tela; 3) elaboração de panfleto e artigos informativos, bem como planejamento e execução de palestras; 4) divulgação do material produzido junto aos pediatras e aos pais das crianças.

Esta pesquisa de Iniciação Científica traduz a continuidade da preocupação e empenho da professora orientadora com as questões da saúde auditiva de crianças, às quais também vem se dedicando no âmbito da extensão universitária; e, além disso, traduz uma iniciativa que se compromete simultaneamente com as três direções essenciais do trabalho universitário: o ensino, a pesquisa e a extensão. No âmbito do ensino, a pesquisa deverá gerar contribuições que ampliarão a formação acadêmica dos alunos do curso de Fonoaudiologia, uma vez que proporcionará a obtenção de dados sobre a realidade araraquarense quanto à linguagem e audição das crianças, e as patologias auditivas. No âmbito da pesquisa, o compromisso é com a geração de orientações para médicos pediatras da rede de saúde pública e privada da cidade de Araraquara/ SP, e para os pais das crianças atendidas por estes profissionais, voltadas tanto para o desenvolvimento normal de linguagem e audição da criança como os riscos de alterações neste desenvolvimento decorrentes de patologias auditivas adquiridas durante a infância. No âmbito da extensão universitária, a pesquisa deverá favorecer a elaboração de orientações - sob a forma de panfletos, artigos e palestras para pediatras e pais - sobre o desenvolvimento normal de linguagem e audição da criança e sobre os riscos de alterações neste desenvolvimento decorrentes de patologias auditivas. Aqui se trata de uma contribuição para a Educação em Saúde de crianças pequenas e, portanto, para a área temática da Saúde e para a linha de pesquisa Atenção Integral à Criança.

3. TÍTULO: "ENTENDENDO A ESCRITA DAS CRIANÇAS." (PIC - 038)

ORIENTADORA: PROFA. DRA. DIRCE CHARARA MONTEIRO

DEPARTAMENTO: CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS

CURSO: FONOAUDIOLOGIA

ALUNAS PARTICIPANTES: CAMILA NORDI

CECÍLIA REGINA GALDINO DA SILVA

GISELE PASSOS DORICCI

JAMILLE LAYS MARRARA

INÍCIO: AGOSTO DE 2002

TÉRMINO: JULHO DE 2003

Trata-se de projeto de pesquisa de Iniciação Científica que tem como objeto de estudos a aquisição da linguagem escrita pelas crianças do ensino fundamental, e que pretende gerar contribuições para a atuação do professor que lhe favoreçam ampliar sua compreensão acerca das causas da falta de domínio do sistema ortográfico por parte dos alunos. A aquisição da linguagem escrita é um processo de aquisição de um sistema de representação que tem uma fase inicial e um momento de continuidade. Dessa fase inicial devem participar as seguintes habilidades: conhecer as letras, formar sílabas e palavras, construir frases, elaborar pequenos textos, distinguir sons da oralidade e da escrita. A escola espera que, ao chegar à 5ª série do ensino fundamental, o aluno já domine essas habilidades. Uma vez que não é regra geral que os alunos que chegam à 5ª série já dominem as citadas habilidades de escrita, e considerando a importância de estudos que proporcionem um melhor entendimento da trajetória do desenvolvimento da linguagem escrita, o presente Projeto de Pesquisa definiu os seguintes objetivos: 1) com base nas produções escritas dos alunos de uma 5ª série do ensino fundamental de uma escola da rede pública, diagnosticar como está o sistema ortográfico dos alunos após a fase inicial da alfabetização com o destaque para os tipos de "erros" mais frequentes; 2) verificar como o professor trabalha com os problemas relacionados à linguagem escrita; 3) descobrir quais são as expectativas do professor de 5ª série. O desenvolvimento das atividades de pesquisa deverá ser realizado por meio dos seguintes procedimentos e recursos: 1) análise das atividades escritas dos alunos da 5ª série visando a coleta de dados para subsidiarem a identificação daqueles que apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem escrita, ou internalização do sistema ortográfico; 2) aplicação de questionário para a obtenção de informações adicionais dos alunos sobre possíveis causas das dificuldades apresentadas; 3) realizar entrevistas com o professor de Língua Portuguesa da 5ª série escolhida.

O presente projeto de pesquisa de Iniciação Científica se compromete simultaneamente com as três direções essenciais do trabalho universitário: o ensino, a pesquisa e a extensão. No âmbito do ensino, a pesquisa deverá gerar contribuições que ampliarão a formação acadêmica dos alunos do curso de Fonoaudiologia, uma vez que proporcionará a obtenção de dados sobre dificuldades das crianças no processo de aquisição da linguagem escrita na escola. No âmbito da pesquisa, o compromisso é com o diagnóstico das características e das dificuldades dos alunos de 5ª série no âmbito das atividades escritas, bem como a verificação do modo de trabalho do professor. No âmbito da extensão universitária, a pesquisa deverá gerar resultados que poderão favorecer uma mais adequada compreensão dos professores da rede escolar acerca das causas da falta de domínio do sistema ortográfico por parte dos alunos - e, desse modo, contribuir para uma atuação docente mais adequada e, consequentemente, para o sucesso escolar dos alunos.

Comitê de Ética em Pesquisa – Uniara

Desde maio de 2002 foi implantada a Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Araraquara, como órgão colegiado, de natureza Técnico- científica, vinculado à Reitoria da Uniara responsável pela regulamentação, análise, fiscalização de pesquisas clínicas e experimentais envolvendo seres humanos e animais no âmbito do complexo compreendido pela Uniara.

Foram indicados os seguintes componentes que tomaram posse e iniciaram suas atividades no mesmo mês de sua criação:

- (Saúde) Prof. Lourival Larini

- (Saúde) Prof.a Elaine L. Guimarães

- (Saúde) Prof.a Flávia Della Lucia

- (Saúde) Prof.a Sthella Zanchetta

- (Exatas) Prof. Cláudio Luis Piratelli

- (Sociais/Humanas) Prof.a Helena Carvalho de Lorenzo

- (Sociedade/ Comunidade) Dr. Guaracy Lourenço da Costa