Economia é a ciência que estuda a atividade produtiva.
Focaliza estritamente os problemas referentes ao uso mais eficiente
de recursos materiais escassos para a produção de
bens e estuda as variações e combinações
na alocação dos fatores de produção
(terra, capital, trabalho, tecnologia), na distribuição
de renda, na oferta e procura e nos preços das mercadorias.
Sua preocupação fundamental refere-se aos aspectos
mensuráveis da atividade produtiva, recorrendo para isso
aos conhecimentos matemáticos, estatísticos e econométricos.
De forma geral, esse estudo pode ter por objeto a unidade de produção
(empresa), a unidade de consumo (família) ou então
a atividade econômica de toda a sociedade. No primeiro caso,
os estudos pertencem à microeconomia e, no segundo, à macroeconomia.
A palavra "economia", na Grécia Antiga, servia
para indicar a administração da casa, do patrimônio
particular, enquanto a administração da polis (cidade-estado)
era indicada pela expressão "economia política".
A última expressão caiu em desuso e só voltou
a ser empregada na época do mercantilismo, pelo economista
francês Antoine Montchrestien(1615). Os economistas clássicos
utilizaram-na para caracterizar os estudos sobre a produção
social de bens visando a satisfação de necessidades
humanas no capitalismo.
Foi somente com o surgimento da escola marginalista, na segunda
metade do século XIX, que a expressão "economia
política" foi abandonada, sendo substituída
apenas por "economia". Desde então, é a
denominação dominante nos meios acadêmicos,
enquanto o termo "economia política" ficou restrito
ao pensamento marxista.
Modernamente, de acordo com os objetivos teóricos ou práticos,
a economia se divide em várias áreas: economia privada,
pura, social, coletiva, livre, nacional, internacional, estatal,
mista, agrícola, industrial, etc. Ao mesmo tempo, o estudo
da economia abrange numerosas escolas que se apoiam em proposições
metodológicas comumente conflitantes entre si. Isso porque,
ao contrário das ciências exatas, a economia não é desligada
da concepção de mundo do investigador, cujos interesses
e valores interferem, conscientemente ou não, em seu trabalho
científico. Em decorrência disso, a economia não
apresenta unidade nem mesmo quanto ao seu objeto de trabalho, pois
esse depende da visão que o economista tem do processo produtivo.
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