Os desafios do mercado de trabalho na atualidade

Ana Maria Logatti Tositto*

Desde cedo muitos alunos começam a pensar em possíveis profissões que gostariam de seguir, muitas vezes influenciados pelos pais, tios ou amigos da família. Entretanto, a maior dificuldade que encontram é na definição de uma profissão porque, geralmente, faltam a eles informações precisas e orientação adequada para essa escolha. Por esse motivo muitos alunos, após iniciarem um curso superior, chegam à conclusão de que não era bem aquilo que imaginavam para a profissão escolhida e acabam por abandonar o curso.

Temos ainda a considerar que a lista de profissões hoje existente é enorme. Antigamente havia somente profissões bem definidas e em menor número, como, por exemplo, Medicina, Direito, Magistério. Atualmente essas profissões têm várias especializações e muitas áreas novas de trabalho foram criadas baseadas principalmente na informática. Outro fator importante é a tradição familiar que obrigava os jovens a optar pela profissão de seus pais, tios ou avós. Atualmente, essa tradição foi praticamente esquecida, pois o leque de profissões é enorme e não se dá mais tanta ênfase à tradição.

A escolha tornou-se, portanto, mais difícil. Além disso, a maioria dos jovens de hoje valoriza mais a boa remuneração, o prestígio e o status social que a profissão escolhida poderá lhes proporcionar. Faz-se então necessário buscar informações sobre novas carreiras e os respectivos cursos, o que poderá ser feito por meio de entrevistas com profissionais da área, visitas às instalações desses cursos nas faculdades e, principalmente, buscar auxílio no Centro de orientação profissional. Nele o aluno poderá desenvolver seu autoconhecimento para saber quais são suas habilidades e potencialidades, bem como suas reais possibilidades de seguir essa ou aquela profissão.

Outro fator a ser levado em conta é que a concorrência aos empregos aumentou muito, exigindo cada vez mais a competência do candidato e sua qualificação profissional na área escolhida. Essa competência só será adquirida mediante real dedicação aos estudos durante todo o curso. É importante que os alunos levem a sério a frequência às aulas, estudem sempre após cada período e pesquisem na Biblioteca e na Internet sobre os assuntos que lhes interessarem mais.

A formação dos recursos humanos tornou-se diversificada, com ênfase na solução rápida de problemas e no trabalho em equipe. Além disso, é indispensável o conhecimento de pelo menos duas línguas estrangeiras (francês e inglês). Também a tecnologia da informação influi muito na contratação de um profissional. A capacidade do profissional de adaptação a novas funções também será considerada por ocasião da entrevista. Além disso, o conceito de estabilidade no emprego e do salário garantido será cada vez mais raro. Será exigida a competência do profissional, sua capacidade de liderança, se for o caso de trabalho em equipe e bons conhecimentos das novas tecnologias de sua área de trabalho. Em resumo: o futuro profissional deverá estar bem preparado para enfrentar a concorrência de seus colegas de serviço.

Por tudo o que foi dito acima pode-se perceber que a escolha da profissão não deverá ser baseada apenas na vocação e na oportunidade de boa remuneração.

A questão financeira é muito importante em nossa sociedade, porém, não é tudo. O importante mesmo é nos sentirmos felizes quando fazemos aquilo de que gostamos, porque, seguramente, seremos bons profissionais e faremos jus a uma boa remuneração.

*Ana Maria Logatti Tositto é psicóloga, professora da Uniara e membro do Centro de Orientação Profissional da instituição.

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