Adolescência tardia

O conceito de adolescência como conhecíamos há tempos foi alterado em decorrência de todas as mudanças na sociedade. Pode-se definir adolescência como um período de mudanças físicas, psicológicas e sociais que possibilitam a entrada no mundo adulto.

As mudanças físicas, características desse período em meninos e meninas, como estabilização da altura, modificação de peso e contornos do corpo, faz com que eles reconheçam essas mudanças que, por sua vez, conduzem a novos comportamentos e relações com o mundo que o cerca. Outro fator importante que influencia a mudança física é o tipo de alimento que o adolescente consome que mudou muito nos últimos anos. Alimentos industrializados e alimentação rica em carboidratos têm causado a antecipação da menarca das meninas (primeira menstruação) e, consequentemente, a entrada na menopausa. Essa transformação biológica precoce pode acarretar problemas no futuro.

Por conta dessas mudanças, a entrada na adolescência se antecipa e, devido a fatores sociais, se prolonga. Aqui no Brasil, os jovens têm deixado a casa dos pais e assumido as responsabilidades por suas vidas cada vez mais tarde.

Na adolescência, as mudanças no pensamento ocorrem de forma que modificam também a maneira do adolescente se relacionar com o mundo que o cerca. O pensamento torna-se reflexivo e alguns conceitos que não faziam parte do repertório do jovem começam a conduzir suas ações.

Essa fase pode ser vivenciada como uma transição ou como uma crise. Porém, não se pode afirmar que todo adolescente vivencia esse período como uma crise. Algumas situações que o adolescente tem que lidar são consequências da vida moderna, como a nova família e a quantidade de profissões.

Hoje em dia estuda-se por muito mais tempo antes de ingressar no mercado de trabalho. Quanto mais os pais tentam proteger seus filhos, menos os prepara para a vida e para as relações sociais. No Brasil, grande parte dos filhos deixa a casa dos pais apenas para se casar. A insegurança e o medo de assumir responsabilidades da vida adulta é que faz com que o adolescente permaneça na “barra da saia” dos pais.

Falta conhecimento, informação e esclarecimento para que os pais saibam lidar com os adolescentes de hoje. “Liberar” os filhos para a vida adulta, não é necessariamente romper vínculos, mas orientá-los no caminho e ampará-los em suas escolhas.

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