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Psicossomatização deve ser tratada

Repórter: ARIANE CABRERA PADOVANI

A Psicossomatização é uma área da medicina que tem uma relação entre a mente e o corpo, esse termo é usado para definir, dentro de um contexto emocional, os sinais que o cérebro manda para o corpo avisando de que algo não está funcionando corretamente. É onde, geralmente, as pessoas começam a sentir dores em alguma região do corpo.

Segundo o psicoterapeuta Vladimir Galhardo, de Araraquara(SP), numa pessoa ansiosa ou insegura o cérebro desencadeia, na corrente sanguínea, uma quantidade maior de hormônios, que vai provocar uma adrenalina, e é onde aumenta a freqüência cardíaca.

"A pressão arterial sobe, vai desencadear uma contratura muscular, uma produção maior de suco gástrico no estômago, que pode desencadear uma digestão complicada, uma gastrite, enfim, cada ser humano tem um órgão de somatização", explica

De acordo com Galhardo, a psicossomatização não causa apenas dores pelo corpo e quando não é tratada pode gerar problemas. "Hoje a medicina sabe que as angústias, as mágoas, são vírus da alma, isso a médio ou longo prazo pode virar um câncer, o medo, a baixa estima e as frustrações podem gerar uma depressão ou uma síndrome do pânico. Das mais variadas patologias a psicossomatização pode desencadear", completa o psicoterapeuta.

Antigamente a medicina dividia o ser humano no corpo e na mente, hoje a medicina psicossomática liga esses dois lados, assim é possível identificar se uma dor é conseqüência de uma psicossomatização.

Primeiro a pessoa precisa buscar um alto conhecimento das suas emoções, e saber se ela está insegura ou com medo. Precisa de uma avaliação meio psicosocial, qual é o hábito de vida dessa pessoa, sua alimentação, exames bioquímicos, como é sua personalidade, como ela lida com o stress "que é uma doença muito comum hoje em dia, como é o meio em que ela está inserida, o seu contexto social e é preciso uma avaliação geral para que o especialista possa sentir onde e o que está acontecendo com essa pessoa", explica Galhardo.

Cada pessoa tem um órgão de somatização, não existe um específico, mas o peito é o centro das emoções e pode ser considerado, pelo psicoterapeuta, o órgão mais atingido.

No que se refere ao sistema nervoso, quando a pessoa está tensa ou nervosa, terá dores nos ombros. Tem o problema digestivo, o problema gástrico, as gastrites e as úlceras.

"Tudo tem uma ordem crescente e você começa com uma queimação no estômago, uma azia pode virar uma gastrite e pode virar uma úlcera. Depois tem os problemas intestinais, que sempre estão relacionados ao medo. Outro fator interessante é o fator da pele, onde os dermatologistas consideram que as doenças de pele têm um grande fator emocional. São os mais variados órgãos que podem ser atingidos",observa.

Segundo o psicoterapeuta o cérebro funciona como um órgão que diz que em todas as nossas experiências, nós temos que identificar, interpretar, elaborar e mudar. "E se a gente não faz esse esquema, a gente vai acumulando todos esses sintomas, e pode desencadear uma depressão ou algum outro problema", acrescenta Vladimir.

O tratamento para a psicossomatização depende muito da pessoa e do seu problema, dependendo do órgão atingido, só um tratamento a base de terapia pode não resolver.

"Uma pessoa vai ao cardiologista e ele a rotula como hipertensa e lhe receita uma medicação para controlar a pressão arterial, mas é preciso avaliar como estão suas emoções, se ela está passando por algum problema, ou por stress e a medicação não vai interferir no órgão, mas só vai controlar a pressão", finaliza o psicoterapeuta.

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