reportagem

Falta de conscientização de moradores atrapalha a reciclagem em Araraquara

Repórter: ARTUR DE FRANCISCHI HADDAD

Araraquara gera em torno de 140 toneladas de lixo por dia, porém a falta de conscientização das pessoas atrapalha o trabalho da coleta seletiva para fins de reciclagem, que não passa de 10% do total coletado.

O Brasil produz diariamente 240 mil toneladas de lixo. Só a cidade de Araraquara gera em torno de 140 toneladas todos os dias, sendo que cada habitante é responsável por cerca de 0,70 Kg de lixo.

Parte dele é reciclado e a outra parte é levada para o aterro sanitário de Guatapará. Porém, a falta de conscientização das pessoas dificulta o trabalho da Coleta Seletiva, pois sem saber, ou até mesmo ignorando a forma correta de separação do lixo, produtos que poderiam ser reciclados acabam sendo levados para locais inadequados.

A Cooperativa Acácia, responsável pela reciclagem na cidade Araraquara, conta com 180 cooperados que recolhem os materiais recicláveis, fazem a triagem e a prensagem do que pode ser reaproveitado.

João Roberto Martins Pasenow, coordenador dos resíduos especiais e da coleta seletiva do DAAE; e Helena Francisco da Silva, presidente da Acácia, contam que são reciclados por mês entre 7 a 10% de todo o lixo que Araraquara produz. O restante é levado para o aterro sanitário.

“Pode parecer um número pequeno, mas nós não trabalhamos com quantidade, mas com volume de materiais. E essa porcentagem é de um volume muito grande”, destaca Helena.

Depois que os materiais reaproveitáveis chegam à Cooperativa, eles passam por um processo de triagem e vão para grandes sacolas e, em seguida, são prensados. São necessárias oito destas sacolas para fazer um fardo que é colocado dentro de um conteiner e só depois vendido.

No entanto, devido à separação inadequada do lixo reciclável por parte dos moradores, não é possível fazer mais. “Muitas pessoas fazem errado. Mesmo separando o lixo não-reciclável do reciclável, elas os colocam na rua para o caminhão do lixo pegar, mas o que vai para o caminhão, vai direto para o aterro sanitário, e não para a Cooperativa”, conta João Roberto.

“A coleta seletiva é feita uma vez por semana, enquanto os lixeiros passam três vezes por semana. As pessoas preferem se livrar de todo o lixo de uma vez, já que o reciclável ocupa um espaço maior”, explica João Roberto. “O certo seria separar o que não é reciclável para o dia do caminhão de lixo e os recicláveis para o dia da coleta seletiva”, ensina a presidente da Acácia, Helena Francisco.

Como separar o lixo

O lixo não reciclável deve ser separado do que for reciclável mas não há necessidade de separar este último porque é feito a separação de vidros, plásticos, papéis e metais na cooperativa.

Nos dias da coleta seletiva, o morador deve colocar na calçada da casa somente os recicláveis, e nos dias da coleta normal pelo caminhão de lixo os não-recicláveis. É importante armazenar os recicláveis apenas em um recipiente e os vidros devem ser embalados por jornal ou papel.

Os entulhos e restos de construções podem ser levados para os pontos de entrega, espalhados pela cidade. O horário de funcionamento é de segunda a domingo, das 6 às 18h, inclusive feriados. Para endereços e mais informações, o telefone é o 0800 770 1595.

Já as pilhas e outras baterias não devem ser descartadas com o lixo. Elas podem ser entregues no supermercado Jaú Serve, na Droga Vem e na Drogaria São Paulo. Os eletrônicos devem ser devolvidos às lojas onde foram comprados para serem enviados ao fabricante.

O óleo de cozinha não deve ser jogado na pia ou nos rios e córregos. Ele deve ser colocado em uma garrafa plástica (pet) e levado para o caminhão da coleta seletiva ou nos pontos de recebimento autorizados. As garrafas com óleo de cozinha também podem ser levadas diretamente às ETRS (Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos). Para saber qual o ponto de recebimento mais próximo, o telefone é o 0800 770 1595, ou o 0800 774 0440.

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