reportagem

Exposição na internet é cada vez mais frequente

Repórter: JACQUELINE GASPAROTTO CELESTINO

Muitas vezes, sair falando detalhes da própria vida ou de pessoas próximas não vai resolver nada. É possível ficar com uma fama péssima e ouvir dezenas de conselhos que podem deixar a pessoa confusa.

Contar detalhes da vida particular para os outros nem sempre é prova de intimidade. Existe alguns passos para evitar constrangimentos.Na internet não importa a rede social, qualquer detalhe da vida pessoal deve ser mantido em sigilo por questão de segurança.

Existem temas que são delicados e devem ser compartilhados com poucas pessoas.“Detalhes da vida de sua família entram na categoria complicadas de serem ditas, são aqueles casos que, na dúvida, o melhor mesmo é guardar para você”, afirma a estudante Maria Clara Forti.

“É difícil mesmo diferenciar o que pode e não ser dito. Essa noção só vem com o tempo. Aos poucos se percebe que há coisas que provocam um certo constrangimento ao serem compartilhadas”, declara a psicóloga Maria Aparecida Ferrero, de Jaú (SP). “Uma pessoa que se expõe demais pode passar a impressão de que não sabe guardar segredo”, completa.

A psicóloga revela já ter atendido um problema com uma aluna em relação a isso.“Pela webcam ela fez poses nuas para um colega, que estudava na mesma escola. Ele acabou tirando print das poses e mandou-as em um e-mail para todos seus amigos. A situação ficou descontrolada, no dia seguinte quase todos os alunos, professores e coordenadores já tinham recebido o e-mail. Seus pais foram chamados juntamente com ela para esclarecer e tentar solucionar o fato", disse.

Segundo Maria Aparecida, a aluna não compareceu na aula por uns dias e, quando voltou, ainda era o assunto da escola e sofreu com piadinhas e xingamentos.

Quando a questão são fotos vulgares, montagem e afins o cuidado é redobrado.“Imagens que mostram determinada pessoa ou situação de um jeito vulgar não tem que ficar no álbum de orkut”, explica o advogado Renato Carlo Monte.

Segundo ele, em muitos casos, fotos e vídeos pessoais são “descobertos” quando estão salvos no computador e a máquina passa por algum tipo de formatação.“É crime disponibilizar esse material e antiético. Quando isso acontece, o melhor é procurar uma delegacia e fazer Boletim de Ocorrência e, depois, conversar com um advogado”, afirma Monte.

“Uma amiga foi vítima de exposição. Fizeram uma montagem com o rosto dela num corpo parecido, em atos constrangedores. Quem a conhece sabe que é montagem, o problema é quem não conhece a julga. Quando as fotos eram novidades todo mundo comentou e julgou, depois de um tempo caiu no esquecimento”, conta a estudante Débora Carlly.

Ver Lista Completa >>>


© 2014 - Uniara - Centro Universitário de Araraquara