reportagem

Inadimplência causa transtornos em Ibitinga

Repórter: DILIANE KIMIE TOBACE

Ibitinga (SP) é uma cidade turística e o comércio de bordados é fonte central de renda. Contudo, um dos grandes problemas dos lojistas é a inadimplência. De acordo com o secretário executivo da Associação Comercial e Industrial de Ibitinga (ACII), João Stanzani, o grande vilão é o cheque sem fundo.

Para Terezinha Ferrari Mochi,comerciante há mais de 12 anos,as vendas no cheque são feitas em seu estabelecimento com informações comerciais em lojas onde a pessoa costuma comprar, além dos tradicionais Serviço Central de Proteção ao Crédito(SCPC) e o Serasa.

Serasa é uma empresa privada que possui um banco de dados e presta serviços de interesse geral, inclusive consulta de crédito. Já o SCPC é a interligação de todas as associações comerciais. É um banco de dados de cheque com informações fornecidas pelo Banco Central. São as instituições mais utilizadas pelos comerciantes para informações de crédito. Ambas possuem bancos que armazenam dados cadastrais de empresas, pessoas e informações negativas que indicam dívidas vencidas e não pagas, cheques sem fundo e outros registros provenientes de fontes públicas e oficiais.

Os longos prazos oferecidos pelos grandes magazines impulsionam as pessoas a comprarem.“Na hora da compra, é bom para o comércio.Mas, às vezes, na hora a pessoa nem precisa, compra por causa do prazo e não mede as conseqüências. E se acontece algo, por exemplo, fica doente, ela se desestabiliza e deixa de pagar algo”, analisa Stanzani.

A consumidora Sarah Jane de Souza Pizi já teve problemas com o SCPC/Serasa e com cobranças.“Tem loja que manda mensagem pelo celular cobrando, outras mandam boletos, refinanciando parcelas. Comprei por impulso e depois me enrolei na hora de pagar”,diz.

Outro consumidor, Ademir Batistelli, teve problemas com nome no SCPC/Serasa por causa de um empréstimo no banco e encontrou um modo para pagar as contas.“Eu ligava para as lojas explicando que não ia poder acertar no dia combinado, marcava outra possível data e depois pagava como podia”,lembra.

“Ibitinga é uma cidade diferente. Fazemos mais consultas, em proporção, em cheque, que a cidade de Ribeirão Preto, por exemplo”, ressalta Stanzani.Ele explica que o índice de inadimplência tem permanecido estável na cidade. “Ibitinga não tem períodos sólidos na economia, então pode ser que daqui para frente pode aumentar ou continuar estabilizado”,finaliza.

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