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Pesquisadores de São Carlos auxiliam no mapeamento de áreas destruídas no Nepal

Por: MURILO CESAR DE ARAUJO ROMANHOLI

16/05/2015

Pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP de São Carlos contribuem para mapeamento de áreas destruídas pelo terremoto que atingiu o Nepal no último mês de abril. Com a ajuda de um software livre, o grupo ajuda as forças humanitárias a atender e oferecer cuidados, remédios e mantimentos aos sobreviventes da catástrofe que afetou oito milhões pessoas, além de arruinar grande parte do território nepalês.

O projeto de mapeamento, que é coordenado pelo professor do Instituto, João Porto Albuquerque, conta com a parceria da Universidade de Heidelberg (Alemanha), que permitiu realizar a geolocalização a partir do OpenStreetMap, suporte capaz de delinear locais em situações de risco. "Para o mapeamento utilizamos o software OpenStreetMap (OSM). A partir dele nós identificamos ruas, prédios, pontes e estradas no Nepal por meio de imagens de satélite. Essas informações são enviadas diretamente para o banco de dados do OSM. Na sequência, as equipes humanitárias que estão agindo no local podem utilizar as informações para fazer a coordenação logística das operações de resgate e assistência às pessoas", afirma Roberto Rocha, aluno de doutorado em Computação do ICMC e integrante do grupo de pesquisa.

"O primeiro evento de mapeamento em São Carlos ocorreu no dia 27 de abril, dois dias após o terremoto do Nepal, e envolveu a participação de alunos de graduação e pós-graduação do ICMC. Essa foi uma ação conjunta com o grupo de Geoinformática da Universidade alemã, que realiza eventos de mapeamentos simultâneos", relata Rocha sobre o rápido processo de mapear as áreas atingidas e o trabalho conjunto das universidades. ''O OpenStreetMap é um mapa mundial com dados abertos, no qual voluntários fornecem informações sobre ruas, estradas e edifícios. Por ser livre, esses dados podem ser utilizados por qualquer pessoa e para qualquer fim, desde que credite a autoria ao OSM e aos seus colaboradores", explica o estudante.

Com o objetivo de, a longo prazo, participar da reconstrução do país, nem a distância de cerca de 15.165,85 km entre a cidade do interior de São Paulo e o Nepal atrapalha ou diminui a sensação de ajudar milhões de pessoas. "Mesmo a distância, tem sido muito gratificante ajudar as pessoas que foram atingidas pelo terremoto. É bastante motivador saber que os mapas produzidos colaborativamente estão sendo utilizados pelas equipes humanitárias, in loco, para salvar vidas e aliviar um pouco o sofrimento das pessoas", comenta Roberto.

(Publicado em 22/5/2015 - 16h45; revisado em 24/5/15 - 20h56)



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